- Próxima paragem: Kharkiv - , disse a voz do destino pelo buraco.
Isto despertou Karol Pavlov, que vinha a sonhar à janela. Levantou-se e tentou passar pelas pernas dos outros passageiros sem lhes tocar, sem tocar nos joelhos, não podia evitar sentir nojo desse toque, uma brutal violação da sua privacidade e espaço pessoal.
Não ficou surpreendido quando não conseguiu.
Karol sacrificava sempre o conforto à fantasia.

P.S - Reparem, falta o retrovisor esquerdo do comboio. Ninguém sabe dele. Suspeita-se que foram máfias de leste.
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