Quando o manto da noite caiu nas ruas do distrito de Lychakivs’kyi (Lviv), Natalia Plaviuk, por sua conta e risco, pegou nele e subiu ao 2º andar do antigo prédio nº 24 da Rua Voliyns’ka. Certamente sem saber nos trabalhos em que iria meter-se, a jovem Natalia entrou no prédio e subiu ansiosamente os velhos degraus da escada em caracol, e uma vez cá em cima, com o manto devidamente dobrado e pendurado no braço esquerdo, ajeitou o colarinho da camisa e bateu com a outra mão à porta da morte.
A que ficou a dever-se tamanha estupidez da jovem Plaviuk, como foi possível não intuir que a noite morava no andar inferior? É difícil responder. Era do conhecimento geral da população de Lychakivs’kyi, que tanto a noite como a morte habitavam o velho prédio barroco de dois andares, embora até este momento, pelo que se sabe, nunca ninguém lá tenha entrado, ou visto sequer qualquer uma delas à janela. Mas pela natural hierarquia das coisas - que até nestas questões se consegue observar! - seria evidente que a morte escolheria o último andar. Teria porventura Natalia confundido os mantos? Mas que sentido faria isso? Esta história está mal contada.
A que ficou a dever-se tamanha estupidez da jovem Plaviuk, como foi possível não intuir que a noite morava no andar inferior? É difícil responder. Era do conhecimento geral da população de Lychakivs’kyi, que tanto a noite como a morte habitavam o velho prédio barroco de dois andares, embora até este momento, pelo que se sabe, nunca ninguém lá tenha entrado, ou visto sequer qualquer uma delas à janela. Mas pela natural hierarquia das coisas - que até nestas questões se consegue observar! - seria evidente que a morte escolheria o último andar. Teria porventura Natalia confundido os mantos? Mas que sentido faria isso? Esta história está mal contada.

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